é delicioso contemplar o deus
que mora numa melancia, numa
chuva que balança as folhas, no
terceiro volume do Aviões,
é delicioso. mas pra que
se consiga comungar do Mistério
é preciso contemplar o deus
que mora na unha encravada
o deus da morte fora de hora
o deus da bala perdida e achada
o deus do acidente incompreensível
o deus da ferida que não sara nunca